Como reduzir gasto com energia: dicas práticas para economizar na conta
Como reduzir gasto com energia e um tema cada vez mais importante para os brasileiros. Afinal, o aumento constante das tarifas pressiona o bolso das famílias. Muitos já perceberam que pequenas mudanças no jeito de usar os aparelhos podem fazer grande diferença ao final do mês.
A preocupação não e exagero. Segundo o IBGE, a energia elétrica costuma consumir até 15% do orçamento doméstico nas cidades grandes do Brasil. Alem disso, viver em um país de clima quente faz com que o ar-condicionado e outros eletrodomésticos fiquem ligados por mais tempo.
Portanto, adotar hábitos para economizar energia e essencial para quem busca controlar as finanças. Neste artigo, você vai ver dicas práticas, exemplos com valores e dados de fontes confiáveis. O objetivo e mostrar um caminho simples e seguro para reduzir as despesas sem abrir mão do conforto.
Como reduzir gasto com energia com pequenas mudanças no dia a dia
A primeira ação para quem quer saber como reduzir gasto com energia é mudar hábitos diários. Isso porque a conta de luz reflete o uso contínuo de vários aparelhos que parecem inofensivos, mas juntos pesam no fim do mês. Veja tambem: Economizar no transito: dicas praticas para gastar menos todo dia.
Por exemplo, desligar lâmpadas de ambientes vazios é simples, mas faz diferença real. Uma lâmpada LED de 9W, se ficar acesa por 8 horas por dia, pode aumentar a conta em cerca de R$ 5 por mês. Portanto, imagine o impacto se houver cinco lâmpadas assim em casa. O gasto mensal pode chegar a R$ 25 só com luz de LED. Segundo dados do mobills.com.br.
Outro hábito comum é deixar equipamentos como TV, micro-ondas e carregadores ligados na tomada mesmo quando não estão em uso. Isso chama-se “consumo fantasma”. Esses aparelhos continuam usando energia. Um carregador de celular pode gastar até R$ 2 por mês ligado direto na tomada, mesmo sem celular conectado. Ao longo de um ano, isso dá R$ 24 – valor suficiente para almoçar fora algumas vezes.
Além disso, o uso do chuveiro elétrico merece atenção. Deixar o aparelho ligado no modo “inverno” o ano todo pode aumentar o consumo em até 30%. Se a conta for de R$ 200, a escolha do modo errado pode representar um gasto extra de R$ 60 apenas com o banho.
Dessa forma, essas mudanças simples já aliviam o peso da conta de luz. Por fim, anotar o consumo em um caderno ou aplicativo também ajuda a criar consciência sobre os gastos. Monitorar o padrão ao longo dos meses e ajustar quando necessário e um bom caminho.
Iluminação: pequenas trocas, grande economia
Trocar lâmpadas antigas por LED é um passo rápido para quem quer gastar menos. Lâmpadas incandescentes gastam até 80% mais que as de LED. Se uma casa tem 10 lâmpadas incandescentes de 60W, ligadas 5 horas por dia, o gasto mensal pode passar de R$ 90. Mudando para LED de 9W, esse valor cai para cerca de R$ 13. Ou seja, a economia ultrapassa R$ 70 por mês. Em poucos meses, o investimento nas lâmpadas LED se paga.
Portanto, além de desligar as luzes, vale repensar toda a iluminação da casa. Usar sensores de presença em áreas comuns, como corredores, também reduz o gasto desnecessário.
Eletrodomésticos: como escolher e usar de forma eficiente
Outro ponto essencial para quem busca como reduzir gasto com energia é o uso correto de eletrodomésticos. Conforme dados do Procel (Inmetro), geladeiras, chuveiros e ar-condicionado são os maiores vilões no consumo.
Por isso, escolher modelos eficientes e usar do jeito certo faz toda a diferença. A etiqueta Procel – aquela colorida com letras A, B, C – mostra quanto o aparelho consome. Sempre que possível, dê preferência aos modelos classe A.
Uma geladeira antiga, por exemplo, pode gastar até o dobro de uma nova eficiente. Suponha que seu modelo consuma 60 kWh por mês, enquanto um moderno usa só 30 kWh. Com a tarifa média de R$ 1 por kWh, a diferença anual chega a R$ 360. Portanto, trocar a geladeira pode ser um bom investimento a longo prazo. Segundo dados do descarbonizesolucoes.com.br.
Além disso, o jeito de usar também importa:
- Não abra a porta da geladeira à toa. Cada vez que isso acontece, o consumo sobe.
- Deixe o termostato no ajuste médio. Isso basta para conservar alimentos, com gasto menor.
- Afaste a geladeira pelo menos 10 cm da parede. Isso evita superaquecimento do motor.
No caso do ar-condicionado, use em horários de maior calor apenas. Manter portas e janelas fechadas durante o funcionamento diminui a perda de ar frio. Limpar os filtros a cada quinzena garante eficiência: aparelho sujo pode gastar até 25% mais energia.
Chuveiros elétricos, outro campeão de consumo, precisam de uso planejado. O ideal é banhos rápidos, de até 8 minutos. Banhos mais longos podem elevar a conta em mais de R$ 20 por mês por pessoa.
Por isso, uma família de três pessoas pode gastar R$ 60 a mais se todos tomarem banhos longos e quentes diariamente.
Consumo fantasma: elimine gastos escondidos
Muitas casas deixam aparelhos como micro-ondas, TVs e computadores em standby. Isso representa até 12% do consumo em lares brasileiros, segundo o Procel.
Uma TV em standby pode consumir até R$ 8 por mês. Por outro lado, desligar da tomada todos os aparelhos não usados pode reduzir até R$ 30 da conta mensal.
Da mesma forma, usar filtros de linha com botão liga/desliga ajuda a cortar esse desperdício. Basta pressionar o botão para cortar o consumo quando não estão em uso.
Mudanças estruturais e investimentos para economizar energia
Adotar hábitos diferentes já faz muita diferença. Contudo, para quem pode investir um pouco, algumas mudanças na estrutura da casa trazem economia ainda maior.
Por exemplo, instalar painéis solares está cada vez mais acessível. O investimento médio para uma residência é de R$ 15.000, segundo a ANEEL. Pode parecer caro, mas, em média, a economia mensal chega a R$ 250. Assim, em 5 anos o investimento se paga e a energia fica quase “de graça” por pelo menos 20 anos.
Outra opção mais simples é instalar timer e sensores em tomadas usadas para aquário, aparelhos de aquecimento e iluminação externa. Um timer pode custar cerca de R$ 50 e evitar que aparelhos fiquem ligados o dia todo sem necessidade. Segundo dados do origoenergia.com.br.
Nas janelas, instalar películas refletoras ou cortinas tipo blackout reduz a entrada de calor. Com isso, o ar-condicionado trabalha menos, baixando o gasto em até 25%. Portanto, investir R$ 500 em cortinas de qualidade pode render R$ 50 por mês de economia em energia – ou mais, em regiões quentes.
Portas e janelas com vedação emborrachada também evitam perda de ar frio e quente. Essa manutenção custa em média R$ 100-200 em uma casa pequena, mas pode reduzir o uso do ar-condicionado e o gasto com ventiladores.
Incentivos e tarifas especiais: conheça seus direitos
Algumas regiões e concessionárias oferecem tarifas sociais ou descontos para quem consome menos. Por exemplo, famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa podem pedir a Tarifa Social de Energia Elétrica, com desconto de até 65% na tarifa, segundo a Aneel.
Para isso, basta se cadastrar no CadÚnico e solicitar o desconto na concessionária local. Muitas pessoas acabam pagando mais por desconhecer esses direitos.
Outro ponto importante é buscar saber se existe tarifa branca disponível em sua região. Nessa modalidade, a energia é mais barata em horários fora do pico (geralmente antes das 18h e depois das 21h). Ao concentrar uso de máquina de lavar e ferro de passar nesses períodos, o consumidor pode economizar até 20% na conta mensal.
Portanto, vale a pena ligar para a fornecedora de energia, pedir informações atualizadas e planejar a rotina da casa com base nos horários mais baratos.
Controle de consumo: acompanhe, estabeleça metas e envolva a família
Saber como reduzir gasto com energia é só o primeiro passo. O segredo do sucesso está em monitorar o consumo e envolver todos em casa nesse objetivo.
Acompanhar o consumo mês a mês permite ver se as mudanças estão dando certo. Por exemplo, anote em um caderno o valor da fatura e o consumo em kWh. Em pouco tempo, é possível identificar padrões e tomar decisões. Muitas distribuidoras também oferecem aplicativos e portais para consulta detalhada do consumo.
Além disso, criar pequenas metas ajuda na motivação. Por exemplo, desafie todos para reduzir R$ 20 da conta já no próximo mês. Caso atinjam a meta, use parte do valor economizado para um lazer em família, como uma pizza no final de semana.
Envolver crianças e adolescentes nas ações de economia é ótimo para criar consciência financeira. Mostre, por exemplo, como manter aparelhos desligados pode render um videogame novo no fim do ano. Assim, todos participam do esforço coletivo.
Outro ponto importante é analisar o histórico anual da fatura. Muitas vezes, a conta cresce no verão, com ar-condicionado, e no inverno, com chuveiro quente. Planejar os gastos ao longo do ano ajuda a evitar surpresas e a guardar dinheiro para épocas mais pesadas.
Por fim, vale usar ferramentas digitais para facilitar esse controle. Aplicativos gratuitos como “Luz+ (Energisa)” ou “Minha Enel” permitem comparar semanas e meses, identificar picos e receber dicas personalizadas.
A mudança vem aos poucos, mas com monitoramento constante, o consumidor chega ao resultado desejado. Por isso, comprometimento e informação são aliados valiosos para gastar menos e ter mais dinheiro no bolso todo mês.
